quinta-feira, 17 de maio de 2012

Nova Ortografia - Hífen - Outros casos - 2

USA-SE O HÍFEN

1) Quando o primeiro termo for: ex, além, aquém, recém, sem, sota, soto, vice, vizo
    E o segundo termo iniciar-se com: qualquer letra

Ex.: ex-reitor, além-mar, aquém-fronteiras, recém-emancipado, sem-cerimônia,sota-piloto, soto-mestre, vice-diretor, vizo-rei


2) Quando o primeiro termo for: bem
    E o segundo termo iniciar-se com: h, vogal

Ex.: bem-aceito, bem-humorado.
OBS.: Quando um segundo termo se inicia com uma consoante, o advérbio bem por vezes aglutina-se; por vezes não. Ex.: bem-bom, bem-vindo, bem-falante, bem-visto, bendizer, benfeitoria, benquisto.


3) Quando o primeiro termo for: mal
    E o segundo termo iniciar-se com: h, l, vogal

Ex.: mal-estar, mal-humorado, mal-limpo.
OBS.: Quando o segundo termo inicia-se com uma consoante que não seja h ou l, o advérbio mal aglutina-se sempre. Ex.: malcriado, malvisto, malfalante.


4) Quando o primeiro termo for: sub
    E o segundo termo iniciar-se com: b, h, r

Ex.: sub-base, sub-hepático, sub-região


NÃO SE USA HÍFEN


1) Quando o primeiro termo for: não, quase
    E o segundo termo iniciar-se com: qualquer letra

Ex.: não agressão, não fumante, quase delito, quase irmão.


2) Quando o primeiro termo for: an, des, in
    E o segundo termo iniciar-se com: qualquer letra

Ex.: analfabeto, anarquia, desaglomerar, desfazer, inapto, insatisfeito
OBS.: Quando a segunda palavra começa com h, ocorre a eliminação dessa letra, como em anepático, desumano, inumano.


3) Quando o primeiro termo for: co, re
    E o segundo termo iniciar-se com: qualquer letra

Ex.: coautor, coparticipação, reaver, reeleição.
OBS.: Quando a segunda palavra começa com r e s, ocorre aglutinação e essas letras duplicam-se como em: correferência, cossignatário, rerratificação, resseguro.


Bom pessoal, há ainda mais casos sobre as mudanças na ortografia. Postei aqui apenas as que acho principais. Para quem está fazendo concursos vale a pena uma olhada no site da ALMG. Lá tem todas as alterações, além de vários blocos de exercícios. As bancas já estão começando a cobrar a nova ortografia. Bom ficar por dentro!

FONTE: Cartilha da Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG


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Abraços e bons estudos!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Nova Ortografia - Hífen - Outros casos - 1

USA-SE O HÍFEN

1) Em palavras compostas que não têm elemento de ligação e cujos termos são constituídos por substantivo, adjetivo, numeral ou verbo.
Ex.: afro-brasileiro, anglo-saxão, azul-escuro, bel-prazer, boa-fé, conta-gotas, decreto-lei, força-tarefa, guarda-chuva, indo-europeu, mesa-redonda, palavra-chave, para-raios, segunda-feira, seguro-desemprego, tenente-coronel, tio-avô, vaga-lume, vale-transporte.

Exceções: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé e outras que, pela tradição ortográfica, já são aglutinadas como: cantochão, claraboia, passatempo, rodapé, varapau.

2) Nos gentílicos ou adjetivos pátrios compostos.
Ex.: belo-horizontino, costa-marfinense, cruzeirense-do-sul, norte-americano, mato-grossense-do-sul.

3) Nas denominações geográficas compostas que:
- se iniciam com verbo
- são formadas pelos adjetivos grã, grão
- contêm artigo
Ex.: Abre-Campo, Passa-Tempo, Grã-Bretanha, Grão-Pará, Baía de Todos-os-Santos, Trás-os-Montes.

4) Nas palavras compostas que designam espécies botânicas ou zoológicas
Ex.: andorinha-do-mar, bem-te-vi, bico-de-papagaio, couve-flor, erva-de-santa-catarina, pimenta-do-reino.

5) Nas palavras que ocasionalmente formam sequências vocabulares
Ex.: a ponte Rio-Niterói, o trajeto Belo Horizonte-Montes Claros-Januária

6) Nas palavras compostas com elementos repetidos (mesmo que tenham uma pequena variação na forma)
Ex.: blá-blá-blá, reco-reco, trouxe-mouxe, zigue-zague
Não se usa o hífen nos derivados. Ex.: ziguezaguear

7) Antes de sufixos como açu, guaçu e mirim, de origem tupi-guarani, que representam formas adjetivas quando:
- o primeiro termo termina com oxítona acentuada
- a pronúncia exigir a distinção gráfica dos dois elementos
Ex.: amoré-guaçu, anajá-mirim, Ceará-mirim, capim-açu

OBS: Trabalhador mirim escreve-se sem o hífen, pois, neste caso, é adjetivo (e não sufixo)

8) Entre o antigo artigo el e o substantivo rei
Ex.: São João del-Rei

9) Nas palavras compostas em que há emprego do apóstrofo
Ex.: caixa-d´água, estrela-d´alva, mãe-d´água, mestre-d´armas, olho-d´água, pau-d´alho


NÃO SE USA O HÍFEN

Nas locuções de qualquer tipo
Ex.: à toa, à vontade, cão de guarda, cor de café com leite, dia a dia, fim de semana, ponto e vírgula, sala de jantar, tão somente, bumba meu boi, disse me disse, maria vai com as outras, tomara que caia.

Exceções: À queima-roupa, ao deus-dará, água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia.

FONTE: Cartilha da ALMG - Assembleia Legislativa de Minas Gerais


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Abraços e bons estudos!


quinta-feira, 26 de abril de 2012

Concurso MPE-MG

Ministério Público do Estado de Minas Gerais lança edital com oportunidades para níveis médio e superior.
A banca organizadora será a FUNDEP.
Inscrições a partir de 18/maio.
Provas em 22/julho.

Mais informações: http://www.gestaodeconcurso.com.br/site/site/DetalheConcurso.aspx?CodigoConcurso=979

quarta-feira, 25 de abril de 2012

terça-feira, 24 de abril de 2012

Estilística


De acordo com Pasquale e Ulisses, a Estilística estuda a utilização da linguagem como meio de exteriorização de dados emotivos e estéticos. Seu objeto de estudo são os processos de manipulação da linguagem que permitem a quem fala ou escreve mais do que simplesmente informar - interessam principalmente as possibilidades de sugerir conteúdos emotivos e intuitivos por meio das palavras e da sua organização.
A publicidade recorre frequentemente a esse tipo de manipulação, às vezes com pouquíssimas palavras.


RECURSOS FONOLÓGICOS
Os sons da língua podem ser organizados de forma a transmitir sugestões e conteúdos intuitivos. Podem ser apresentados em 3 formas:

Aliteração: repetição de uma mesma consoante numa sequência linguística, como ocorre com /v/ e /l/ no trecho seguinte:
"Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas vãs vulcanizadas."
(Cruz e Sousa)

Assonância: Repetição de uma mesma vogal numa sequência linguística. É o que ocorre com /ã/ e /õ/ em:
"E bamboleando em ronda
dançam bandos tontos e bambos
de pirilampos"
(Guilherme de Almeida)

Onomatopeia: Tentativa de reproduzir linguisticamente sons e ruídos do mundo natural.
"Blem... blem...blem... cantam os chocalhos
dos tristes bodes patriarcais
E os guizos finos das ovelhinhas ternas
dlin... dlin... dlin..."
(Ascenso Ferreira)


RECURSOS MORFOLÓGICOS
Os casos mais comuns de exploração expressiva de recursos morfológicos estão relacionados com o uso de determinados sufixos. É muito frequente o emprego dos sufixos aumentativos e diminutivos para exprimir conteúdos afetivos nem sempre relacionados com  a dimensão física dos seres.
É o caso de palavras como mulherão ou coitadinho, que fazem referência, respectivamente, à beleza e às características psicológicas dos seres designados.


RECURSOS SEMÂNTICOS
É a exploração dos significados das palavras.

Metáfora: ocorre quando uma palavra passa a designar alguma coisa com a qual não mantém nenhuma relação objetiva.
Senti a seda do seu rosto em meus dedos. (Seda é uma metáfora que indica que a pele é tão agradável ao tato quanto a seda). 

Metonímia: Ocorre quando uma palavra é utilizada para designar algo com a qual mantém uma relação de posse ou proximidade.
Meus olhos estão tristes porque você decidiu partir. (Olhos indica uma parte do ser humano que está sendo usada para designar o ser humano completo)

Antítese: Aproximação de antônimos.
"Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido sou herói."
(Caetano Veloso)

Eufemismo: Atenuamento intencional da expressão em certas situações.
Falta-lhe inteligência para compreender isso.

Hipérbole: Exagero intencional da expressão.
Faria isso mil vezes se fosse preciso.

Ironia: Utilizar palavras que devem ser compreendidas no sentido oposto do que aparentam transmitir. Um poderoso instrumento para o sarcasmo.
Muito competente aquele candidato! Construiu viadutos que ligam nenhum lugar a lugar algum.

Gradação: Encadear palavras cujos significados têm efeito cumulativo.
Os grandes projetos de colonização resultaram em pilhas de papéis velhos, restos de obras inacabadas, hectares de floresta devastada, milhares de famílias abandonadas à própria sorte.

Prosopopeia ou Personificação: Atribuir características de seres animados a seres inanimados. Ou características humanas a seres não-humanos.
A floresta gesticulava nervosamente diante do fogo que a devorava.


Há ainda mais um recurso estilístico, que é o recurso sintático, mas que não tratarei dele aqui. Porém, fica registrado sua existência.

FONTE: Gramática da Língua Portuguesa, Pasquale & Ulisses.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Balanced Scorecard

Kaplan e Norton definem o Balanced Scorecard (BSC) como "uma técnica que visa a integração e balanceamento de todos os principais indicadores de desempenho existentes em uma empresa, desde os financeiros/administrativos até os relativos aos processos internos, estabelecendo objetivos da qualidade (indicadores) para funções e níveis relevantes dentro da organização, ou seja, desdobramento dos indicativos corporativos em setores, com metas claramente definidas."

O BSC é fundamentado em 4 perspectivas:

  1. Financeira
  2. Clientes
  3. Processos internos
  4. Aprendizagem/Crescimento


PERSPECTIVA FINANCEIRA
Avalia a lucratividade da estratégia. Mede e avalia os resultados que o negócio proporciona, assim como o que é necessário para crescimento e desenvolvimento e satisfação dos acionistas. Nesta perspectiva, os índices financeiros mostram se as estratégias estão proporcionando um bom resultado para a organização.
Exemplos de índices: retorno sobre investimento, lucratividade, valor econômico agregado etc.


PERSPECTIVA DOS CLIENTES
Identificar os fatores que são importantes na concepção dos clientes é uma exigência do BSC e a preocupação desses gira em torno de 4 categorias:

  • Tempo
  • Qualidade
  • Desempenho
  • Serviço

Exemplo de indicadores: participação de mercado, retenção de clientes, nível de satisfação dos clientes etc.


PERSPECTIVA DOS PROCESSOS INTERNOS
É elaborada após as duas primeiras perspectivas, pois elas é que irão direcionar os objetivos. São as diversas atividades empreendidas internamente que vão desde a identificação de necessidades até a satisfação do cliente. Abrange 3 processos principais:

  • Processos de inovação: criação de produtos e serviços
  • Operacional: produção e comercialização
  • Serviços pós-venda: fidelização do cliente

Exemplos de indicadores: custos operacionais, tempo de atendimento, percentual de utilização do estoque etc.


PERSPECTIVA DO APRENDIZADO E CRESCIMENTO
É a base para obtenção dos objetivos das outras perspectivas. O aprendizado e o conhecimento é possível através de 3 fontes principais:

  • Pessoas
  • Sistemas
  • Procedimentos organizacionais

Exemplo de índices: nível de satisfação dos funcionários, rotatividade dos funcionários etc.

A integração dessas 4 perspectivas proporcionam uma análise e uma visão ponderada da situação atual e futura da performance do negócio, produzindo um equilíbrio entre:

  • Objetivos de curto prazo versus Objetivos de longo prazo.
  • Indicadores financeiros versus Indicadores não-financeiros.
  • Medições com foco externo (clientes, acionistas) versus Medições com foco interno (funcionários, processos internos).
  • Índices de esforços passados versus Impulsionadores de desempenho futuro.


Apesar de ter sido criado para ser um modelo de avaliação e performance empresarial, sua aplicação se desenvolveu e hoje é uma importante ferramenta de gestão estratégica, amplamente utilizada pelas organizações.

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Bons estudos!

domingo, 22 de abril de 2012

Concurso MPOG

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) está com inscrições abertas para o cargo de Analista de Infraestrutura.
Banca: CESPE/UnB
Provas: 17/junho.

Edital: http://www.pciconcursos.com.br/concurso/ministerio-do-planejamento-orcamento-e-gestao-149-vagas

Abraço!

Concurso TBG S/A

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil lança edital com oportunidades para níveis médio e superior.
A banca organizadora será a Cetro Concurso.
Inscrições a partir de 30/abril.
Vagas para Rio de Janeiro, Campinas, Campo Grande, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre.

Veja edital completo: http://www.pciconcursos.com.br/concurso/tbg-transportadora-brasileira-gasoduto-bolivia-brasil-sa-14-vagas

sábado, 21 de abril de 2012

Os 4 Sistemas de Likert

Rensis Likert propôs quatro perfis organizacionais:

AUTORITÁRIO-COERCITIVO
Sistema autocrático, altamente arbitrário, rígido, centralizador. São usadas ameaças e punições. Comunicação precária, de cima para baixo. Tolerância a erro é quase zero. Sistema duro e fechado. Tipo de sistema encontrado geralmente em empresas de mão-de-obra intensiva e que tenha pouca tecnologia. Ex.: Construção Civil.

AUTORITÁRIO-BENEVOLENTE
Sistema autoritário, porém mais condescendente e menos rígido que o anterior. Aqui há um pouco de consulta e delegação, assim como recompensas em vez de apenas punições. Comunicações ascendentes se iniciam. Sistema encontrado em empresas com pouca tecnologia e mão-de-obra mais especializada. Ex.: Escritórios de fábricas.

CONSULTIVO
Sistema mais participativo e menos arbitrário. Objetivos e tarefas são previamente discutidas, há um pouco de comunicação de baixo para cima e há encorajamento a trabalhos em grupo. Começa a haver uma descentralização. Boa comunicação. Ex.: Bancos.

PARTICIPATIVO
Descentralizado, democrático por excelência. Ótima comunicação em todos os sentidos (vertical e horizontal). Bom nível de motivação. Muito encontrado em empresas de alta tecnologia e pessoal especializado. Alta tolerância a erro. Ex.: Agência de Publicidade.

Bons estudos!

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Abraços.